Quais são os impostos que uma pequena empresa deve pagar?

Quais são os impostos que uma pequena empresa deve pagar?

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Conheça todos os tributos obrigatórios a negócios desse porte

Todo empreendedor deve ficar atento aos impostos a serem pagos para não sofrer nenhum tipo de penalidade. Mas com tantas cobranças, guias e boletos, fica difícil ter certeza quais são os tributos realmente obrigatórios. Vamos entender melhor quais são eles?

Normalmente, escuta-se muito a recomendação de que toda a empresa de pequeno porte deve aderir ao Simples Nacional. Para entender se essa opção é ou não vantajosa, o empresário precisa saber como ele funciona e quais são as regras para ser optante por esse formato.

O Simples é um regime tributário aplicável aos estabelecimentos que faturam até R$ 3,6 milhões ao ano, ou seja, para micros e pequenas empresas. A vantagem do Simples é que ele reúne, em um único documento, todos os tributos que o empresário precisa pagar: IRPJ, CSLL, PIS, Cofins, IPI, ICMS, ISS e INSS.

Mas antes de optar pelo Simples, é preciso avaliar várias questões, pois esse regime nem sempre é a escolha mais econômica para o seu negócio. O impacto de algumas variáveis como o segmento da sua empresa, o tamanho da folha de pagamento, o faturamento e o lucro devem ser levados em conta.

Além do Simples Nacional, existem outros regimes tributários à disposição do empresário: o Lucro Real e o Lucro Presumido. Basicamente, eles se diferem em relação às alíquotas. Enquanto cada imposto é calculado separadamente nos demais regimes, no Simples eles estarão reunidos em uma única alíquota, cujo valor pode ser menor ou maior comparado à soma dos regimes de lucro real ou presumido. Por isso, a importância em avaliar com cautela qual formato aderir.

Para entender a melhor opção, conheça um pouco mais sobre os impostos citados e saiba o que você está pagando.

  • Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ): incide sobre o lucro obtido nos últimos 12 meses.
  • Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL): também incide sobre os lucros, porém tem a finalidade de bancar a Seguridade Social.
  • Programa de Integração Social (PIS): calculado sobre o faturamento, financia o seguro-desemprego e o abono de trabalhadores de empresas privadas.
  • Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins): também incidente sobre o faturamento.
  • Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI): cobrado de empresas que produzem ou importam produtos.
  • Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS): estadual, é cobrado quando há movimentação de produtos entre unidades federativas. Cada estado e conjunto de produtos têm sua alíquota, que varia de 7% a 18%.
  • Imposto sobre Serviços (ISS): municipal, calculado sobre os valores dos serviços da empresa e varia entre 2% e 5%, dependendo da cidade em que são prestados.
  • Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou Contribuição Previdenciária Patronal (CPP): impostos pagos pelas empresas para a seguridade social.

As responsabilidades de cada empreendimento variam de acordo com o seu tamanho. Neste artigo tratamos apenas de pequenos negócios. No caso de micros e grandes empresas, os tributos podem ser outros. Mas, como pode ser observado, são muitos os impostos a serem pagos pelo empresário de pequeno porte, o que requer organização para não se perder em meio aos tributos.

No entanto, o peso da carga tributária pode ser minimizado com cálculos corretos e escolhas inteligentes. A contratação de um profissional contábil pode facilitar bastante essa parte tão burocrática, bem como a adesão a uma entidade que apoie o empresário e ofereça assessorias especializadas, como a Fecomércio MG.

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