4 dicas para investir na saúde financeira de sua empresa em tempos de Covid-19

4 dicas para investir na saúde financeira de sua empresa em tempos de Covid-19

dois empresarios analisando graficos sobre a mesa

Lojas fechadas, pessoas em casa, trabalho remoto e entregas em domicílio.

Cada uma dessas cenas retrata o momento em que vivemos, onde as preocupações com a saúde do corpo e da mente ditam nossa rotina. Mas, se as medidas de isolamento social têm assegurado, por um lado, que as estruturas hospitalares não fiquem sobrecarregadas por casos do novo coronavírus (Covid-19), por outro, elas cobram dos empresários cuidados com a saúde financeira de seus negócios.

Com a paralisação temporária de uma série de atividades econômicas, milhares de empresários e trabalhadores viram suas rotinas mudarem radicalmente. Muitos estão inativos, devido a ordens do poder público, outros tantos já perceberam a queda no consumo afetar o caixa da empresa. O impacto é maior entre os micros e pequenos negócios, responsáveis por 99,1% dos CNPJs do setor de comércio e serviços em Minas Gerais e por mais de 59% dos empregos formais no Estado.

O economista-chefe da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, é categórico sobre o momento. “Os empresários precisam se planejar conforme o período de duração da pandemia. Isso significa pensar em diversos cenários futuros, de forma a montar um plano de negócios capaz de minimizar as incertezas, reduzir custos com a paralisação das atividades e apontar novas possibilidades de atuação”, explica.

Um estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), divulgado em 2016, reafirma a importância do planejamento para os negócios. De acordo com a entidade, as empresas brasileiras que superaram dois anos de existência investiram, em média, 11 meses no planejamento de suas ações antes de chegar ao mercado, enquanto as inativas gastaram apenas oito meses.

Se você trabalha no setor de comércio, serviços e turismo, fique atento às dicas do economista-chefe da Fecomércio MG para driblar a crise:

1. Faça projeções

Suspensos por decreto, inúmeros estabelecimentos comerciais estão fechados por tempo indeterminado. Diante dessa incerteza, é imprescindível traçar cenários que contemplem diferentes períodos de duração das medidas de isolamento para assim entender os impactos financeiros e operacionais da pandemia. “O empresário pode fazer projeções para 30, 45 e 60 dias, desde que, em cada cenário, ele determine custos e despesas, receitas e movimentações financeiras e de estoque.”

2. Diminua os custos

A redução da demanda praticamente obriga o empresário a diminuir custos. Mas, engane-se quem pensa logo em cortar pessoal. Segundo Almeida, suspender os serviços não essenciais à retomada das operações pode ser um dos caminhos para economizar. “A empresa também pode renegociar o contrato de aluguel, pedindo a revisão do valor pago ou um período de carência enquanto durar a pandemia. Vale, ainda, negociar mais prazo e formas de pagamento com os fornecedores.

3. Controle os estoques

Já observou o volume de produtos guardados, especialmente os sazonais? De acordo com o economista-chefe da Fecomércio MG, a avaliação dos estoques é item essencial, mesmo em tempos de bonança. “Se tiver com produtos parados, sem saída, tente vendê-los pela internet. O lucro auferido permitirá à empresa fazer caixa e ter condições de adquirir novas mercadorias ou mesmo manter em dia aqueles gastos e despesas que não podem ser adiados.”

4. Expanda sua atuação

As vendas pela internet e por aplicativos estão em alta devido ao isolamento social. Mas, sua empresa usa canais digitais para oferecer produtos/serviços ou ganhar mais visibilidade? “Com o fechamento do comércio por causa do novo coronavírus, o e-commerce cresceu 18,5% na primeira semana de abril, segundo dados da Ebit/Nielsen. Mas se o empresário, porventura, ainda não possui uma loja virtual funcional, com logística de entrega bem definida e atendimento personalizado, ele pode apostar nas redes sociais para fazer o estoque circular”, sugere.

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